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terça-feira, 5 de outubro de 2010

PostHeaderIcon " Continuação: " As aparências enganam" "

"No dia seguinte já estava em casa, desisti de ir a casa dele no último momento, não sabendo assim o gosto que aquele encontro teria.

Um mês depois daquelas férias inesquecíveis fiquei sabendo suas conseqüências: dormência, escurecimento e sangramento dos meus lábios, foram várias consultas, vários exames e o endereço guardado na gaveta.
Na última tentativa de esclarecimento foi feita uma biopsia, e seu laudo foi o seguinte: bactérias decompositoras de tecidos humanos em minha boca, com 0% de reversão. O médico sem entender como eu adquiri e sabendo da origem e gravidade da doença, me questionou se eu tive algum contato com pessoas mortas. Já estava bastante abatida quando resolvi contar aos meus pais e ao médico sobre o romance na praia, não demorou muito para que acionassem a polícia. Na delegacia um policial me perguntou se tinha alguma foto ou algo que os levassem até o suspeito. Sem entender muito a história entreguei o endereço guardado em minha gaveta.
Não demorou muito para que o cara perfeito tivesse seu rosto estampando em todos os jornais, com a seguinte manchete: “Jovem de classe média alta mantinha relações sexuais com adolescentes mortas, em sua casa a polícia encontrou quatro corpos”. No momento em que li me senti triste, porém aliviada, pois poderia ser sua quinta vítima.
Hoje já consigo falar da história sem tanto sofrimento, pois sei que escrevi durante essas férias meu próprio destino, o rapaz de nome Bruno, 21 anos, tinha muitas vítimas em sua ficha e agora com minha história foi descoberto e condenado a 20 anos de prisão, sei que ele não sobreviverá nem um quarto de sua pena, pois o que mantinha sua beleza externa intacta eram as constantes aplicações de formol, que fazia diariamente.
E eu? Hoje não sou mais a mesma, estou morrendo aos poucos, a bactéria me afeta tanto quanto a ele, e a lição que tiro de toda essa história é que as aparências enganam."
segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PostHeaderIcon " As aparências enganam "

possível descrever a perfeição? Talvez por aparências externas, por que as internas podem ser traiçoeiras. Essa é a minha história, muito comum se não fosse o fato dele esconder um terrível segredo. Tudo começou no meu primeiro ano de faculdade, eram férias de verão e o campus estava em festa,quando resolvi que iria fazer uma viagem á praia,pois sempre foi meu sonho.
Chegando à praia, me instalei em um hotel e em um passeio para conhecer a beleza daquela cidade, o conheci. Nem mais, nem menos lindo, simplesmente perfeito, era o cara dos meus sonhos: loiro de olhos azuis como o mar, corpo sarado e dono de um sorriso arrasador. Rapidamente me vi perdida em seu olhar.
No terceiro dia de viagem, já estávamos juntos, ele era perfeito, muito educado, cortês, um verdadeiro lorde, a cada dia me via mais apaixonada, porém nosso tempo estava acabando minha viagem chegará ao final. Em um dos nossos últimos encontros, ele me convidou para ir a sua casa, me passando assim seu endereço em um pedaço de papel.
Já estava tudo preparado para me encontrar com ele, porém ao dar baixa no hotel, fiquei sabendo que havia um recado de minha mãe dizendo que havia adiantado o horário de minhas passagens para 15 minutos ao contar daquela hora, me vi então em uma situação embaraçadora, pois queria ir ao encontro e também tinha que ir embora, então o que fazer?"


[Continua amanhã... Não percam!!!/]
domingo, 3 de outubro de 2010

PostHeaderIcon " A escuridão do olhar de Tamires "

"Tamires é uma menina que aos sete anos, perdeu a visão em um acidente de carro. Na principal avenida de cidadezinha onde ela morava. O acidente foi trágico o pai que estava no volante morreu na hora.
Desde então Tamires ficou inconformada de perder seu pai pois o cúmulo é que ele sempre a chamava de “Luz da Minha Vida”. Não ter o pai ao seu lado, ou talvez nunca poder ver a luz que seu pai a apelidava tão carinhosamente era muito triste.
Passaram-se alguns anos e Tamires mais velha aprendeu na igreja que podia ter seu pai no seu coração.
Já tinha novos planos para o futuro para o futuro,sonhava em poder voltar a enxergar com um transplante de córneas,só para poder ver algumas lembranças que seu pai havia deixado no cantinho escuro do armário.
Aconteceu que naquele mesmo ano um rapaz de 24 anos faleceu em um acidente e a família do rapaz decidiu fazer a vontade dele de doar os órgãos.
Do hospital ligaram para casa de Tamires, dizendo que haviam encontrado o doador perfeito.Mas Tamires só teria 24 horas para aceitar ou não o transplante.
A alegria foi total finalmente Tamires podia voltar a enxergar. Só havia um problema a religião dela não permitia que freqüentadores recebessem órgãos ou qualquer tipo de tecido.
A discussão foi tremenda veio a duvida e a pressa pois faltavam poucas horas para transplante. Tamires largaria a Igreja que tanto lhe ajudou na recuperação do acidente ou mesmo contra a igreja faria o transplante afinal era seu sonho.
Passaram-se longos intermináveis minutos e Tamires viu a sombra de seu pai dizendo:
- Luz da minha vida, sempre estarei contigo estando tão longe.veja a luz presente em sua alma. A luz do sol tem sim seu esplendor no entanto a luz presente em sua alma consegue superar e ser a cada dia mais brilhante e mais pura . Eu te amo.
Tamires decidiu ficar com a igreja pois aprendeu que a luz que ela precisava ver estava dentro de sua alma e dentro dela estava seu pai.
"
sábado, 2 de outubro de 2010

PostHeaderIcon " As vestes do Amor "

"Subindo aquela rua,tão segura de  mim,tão segura de um caminho que já sei de côr.Afinal,foram tantos carnavais
seguindo uma mesma trilha.No silencio dos meus pensamentos,a minha reflexão ecoa,mesmo que  ninguém ouça a voz,
de um pensamento. Avisto o fim do alcance dos olhos,com passos lentos. Olho em volta,reconhecendo o ambiente,da mesma forma que
um pintor,observa o cenario,para ter certeza de  si,antes de  começar sua obra. Olho ainda maiis adiante,procurando o horizonte.
Se enchergo,encontro o infinito.Formulo uma sequencia de frases que mais tarde vou chamar de "conto","poema","historia" ou qualquer
outro nome que minha imaginação possa escolher,que será entitulado e mais tarde escrito sobre linhas,pra voce. Minha verdade é esta.
Eu penso em palavras,que possam traduzir esse prisma de sentimentos,e sair destes pensamentos loucos. Eu procuro assunto
comigo mesma,e te encontro em mim. Eu não estou nem um pouco satisfeita,e nada que qualquer alguém dizesse ,iria tirar isso de  mim,
mais ver teu sorriso,no fim de um longo dia,reconfortaria-me. E aquele pseudo-sorriso não me satisfez. Sinto que falhei como pessoa,
quando me permiti chorar diante dos teus olhos. Depois deste marco,eu não mais reprimi qualquer forma de angustia,que nascia das minhas
entranhas e  vinha transbordar nos olhos. Eu deveria ser mais forte. Eu,ao menos,deveria fazer-me parecer mais forte. Caso contrario,
voce saberá,que  eu tambem falho,quando tento ajudar a outrem. Eu fiz as mesmas coisas de  sempre,eu caminhei pelo mesmo lado da rua,
mas faltava algo. Eu sabia,que naquele dia que chegava ao fim,tinha o fim "por fazer". Eu precisava,de minimizar aquele nada de dentro
de mim,e me suprir com o alento, de terminar meu dia,fazendo algo valer a pena de ser vivido. Extarir uma liçao de  algo simples, que é
sempre um feito grandioso,quando é com voce. Mas eu só enchergava pessoas apressadas,que passavam rapido,em meu sentido contrario.
Percebi que ninguém caminhava comigo,ninguém estava a meu favor. Todos tinham a urgencia de um destinho,e traziam a  face
enrrubrecida,não por corar-se,mas pelo frio que lhes tocava o rosto. Eu estava andando contra o fluxo de pessoas,sozinha,com frio,
calada e desapontada comigo mesmo. Pude notar,uma pequena menina,na flor dos seus oito anos,envolvida por um grande agasalho,
onde as pontas de seus dedos,não alcançavam o fim das mangas,e era de tamanha comprideza,que dispensava suas vestes debaixo.
E não era por ser grande,que não lhe servia. Pelo contrario: parecia-me mais aquecida que qualquer um. Um sopro no delirio da mente
me ocorreu. Em instantes,uma metafora se fez naquilo que chamo de pensar. Segundo o tio Einstein,"a mente que se abre a uma nova idéia
,jamais volta  ao seu tamanho original". Estava certo: desde que me prendi num paralelo de parabolas&comparações,nunca  mais soube,
diferenciar meus pensamentos das minhas  metaforas,meus sentimentos das minhas historias. No fundo,acredito que se completam,
como um livro,que para ser lido,precisa apenas de um par de olhos mudos,e por artificio,o auxilio de um marcador de livros.Caso fosse
minha vida um livro, estou certa de  que encontrei um par de olhos,e o marcador,vem com a convivencia,para quem entende
'meu jeito menina de ser'. Sem me perder em meio maiores explicações,deixe-me  voltar a minha mais fresca e recente metafora.
A menina envolta no agasalho.Eu pude comparar sua grande blusa da frio,com um forte sentimento. Eu pude ter,por um pequeno minuto,
a mesma sensação,de estar dentro do seu abraço: caibo como nunca antes encontrei,outro lugar no mundo,de tamanha proteção.Mas hoje,sobrou
tanto espaço dentro do abraço...
Quando o agasalho é grande,nunca sentimos vazar calor do corpo. Não existe prejuizo,pois ele te cobre por inteiro. Desproposito
seria se fosse pequeno: o frio se consolida,as mãos estremessem, o corpo não tem onde se esconder. Aquele agasalho,guardava um coração,
braços curtos,pernas que locomoviam-se buscando norte. E eu vi naquele agasalho, o simbolismo de  um amor qualquer,por um alguém qualquer.
Por mais que a  ela,faltem braços que preencham o vacuo no agasalho, o suplerfluo não lhe parece tão mal, amor demais não pode lhe ferir,
sendo que ela o recebe,a troco de tão pequenos braços,que os possa abraçar.Que não lhe custa,o amor que se recebe,apenas o mais puro
de um sentimento lhe é entregue. Senti hoje então,que tenho meus braços tão curtos, para um agasalho,tão grande quanto o seu. Eu não
perco,porque ele me cobre,no entanto,voce passa frio. E eu não sei ao certo,se braços crescem ao longo de uma vida,para que te alcancem
mutualmente. Sei bem,que para curar o arrepio da pele,a sua blusa bem serve,mas para aquecer o frio da alma,nada foi mais caloroso
que ouvir um apressado 'eu te amo',sussurrado no ouvido. E quantas foram as vezes,que te respondia  altura,se sempre tão calada
quanto ao intimo,me interoirizei num abismo infinito? Sou capaz de  contar nos dedos de uma unica mão,as raras vezes que estas
 palavras foram pronunciadas por mim,chegando a  voce.Mas eu tenho absoluta convicçao,que algo supre o vacuo,dentro no nosso agasalho,
de forma que alguns minutos,mesmos curtos,seja conversando com voce,revitalizam um grande pedaço de mim. Porque finjir não sentir
um sentimento, não te faz deixar de senti-lo,sequer o diminui. Nunca foi pela metade,e nem permaneceu em anonimato por muito tempo,
Mas o mesmo tempo,pede mais tempo,pra mostrar que braços podem se fazer grandes,e que num mesmo agasalho,podem caber dois. Seu
cheiro ainda ficou,no travesseiro,depois da noite,que dormi com seu perfume,em volta de  mim. E sem duvida,foi bem mais doce acordar assim."
sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PostHeaderIcon " Primavera "

"Acordei e vi a lua que estava vermelha. Perguntei: será que ela também está vendo? Então entrei em casa para descrever como a lua estava linda, quando voltei havia desaparecido, foram somente 1 minuto! Fui para casa de meus avós para cuidar do jardim, o sol estava com um brilho perfeito, estava laranja e batia nas folhas molhadas pelo orvalho do pingo-de-ouro que lhe dava uma cor mais viva. Não havia grama, pois estou repondo-a, mas havia as folhas secas da estação passada que retirei com cuidado para dar lugar às cores das flores do campo que ali estavam. E essas mesmas flores me alegram todo ano, assim como você me alegrará até o fim de meu aperfeiçoamento!"