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sábado, 21 de maio de 2011

PostHeaderIcon " Fardos "

"Imagino as pessoas,como se elas carregassem seus próprias sentimentos nas costas,como fardos,assim como uma formiguinha. As vezes,a pequena formiga se torna tão minúscula, e trás consigo algo tão grande. Penso comigo que o fardo mais pesado é sempre a saudade,o mais árduo de levar, e impossível carregar por muito tempo.
Mas cada fardo, tem seu merecimento e quem o recebe,tem o dom de conduzi-lo,sem desistir na jornada. O mais interessante é quem o carrega,não o vê. Mas de alguma forma, sabemos que está lá, na sua forma invisível,agindo em nossa vida."
sábado, 18 de dezembro de 2010

PostHeaderIcon " Continuação "Meu velho" "

"De repente fui atropelado por uma menina que batia em meus joelhos, sorrindo tanto, mas tanto que seu riso entrou em mim como uma injeção de adrenalina. No entanto fiquei inerte. Uma noite consegui permissão para sair do hospital. Isabella iria se formar aquela noite. A cerimônia havia sido linda, emocionante, tão emocionante que meu velho coração parou, sem que eu pudesse avisar que a resposta da pergunta antiga estava no bolso do meu palito.
È sim meu velho, meu pai, seu coração parou, eu fiz tudo para mantê-lo, por que você, logo agora eu era sua família e você a minha. Ele morreu e me deixou duas respostas. 1º, ele jamais estava sozinho, e eu verdadeiramente era seu milagre. 2º, quando a lua cheia nasce, os raios azuis são menos densos e se espalham, os vermelhos mais densos se concentram, deixando-a alaranjada.
Encontrei essa história misturada nas coisas dele no asilo. Senti uma solidão imensa, por isso resolvi termina-la.
“O amor modifica as coisas, transforma terras inférteis e áridas em verdadeiros jardins de Éden.”, eu só modifico uma coisa, nessa frase do meu velho, o amor só muda quando o aceitamos e começamos assim a escrever nossa própria historia."
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PostHeaderIcon " Meu velho "

"Ela parou mirou aqueles olhos de jabuticaba em meus olhos, e pediu um perdão em silencio, suas bochechas ficaram enrubescidas, ela era de fato uma criança linda. Antes que eu pudesse dizer algo uma enfermeira se desculpou por ela. E a pegou no colo, olhei para a enfermeira e acenei com a cabeça. E em seguida mirei a criança e perguntei seu nome. Ela me responder, era Isabella. Conversei com ela alguns minutos e fiz perguntas básicas e obtendo respostas nem tão óbvias.
Sobre seus pais, ela nunca os viu, sobre sua casa, desde que nasceu estava no hospital, sobre seus amigos ela tinha vários e para minha surpresa eu agora fazia parte de sua imensa lista. Senti satisfeito com as perguntas, terminei e fiquei em silencio. Pensava a que circunstâncias era possível alguém abandonar uma criança tão linda. Ela respirou fundo e me fez uma única pergunta “Porque a lua às vezes fica laranja?”. Sem realmente não saber a resposta, fiquei pensando no que ia dizer, foi quando a enfermeira chegou e a levou. Passei noites em branco tentando dar a resposta, mas não consegui. Passei a colocar a culpa da mina solidão em mim mesmo. Pensando no dinheiro, perdi minha família, essa era a verdade. Por mais dolorido que fosse, e agora tinha dinheiro suficiente para ter uma vida de luxo, mas com ele só consegui pagar consultas em um hospital caro para amenizar uma doença incurável.
Durante vários dias visitei Isabella, conversava com ela sobre vários assuntos, sobre o futuro dela, seus sonhos e fantasias, minha doença paralisou por um tempo. Isabella cresceu, saiu do hospital e entre crises e melhoras minhas, Isabella ia se tornando uma moça dona de uma beleza invejável. O que uma criança sabe sobre o amor? Se for pela lógica, pela maturidade que se adquire ao longo dos anos, era certo que ela não compreendia nada. Imensa tolice minha, pois as crianças sabem tudo sobre o amor, sobre paixões delirantes, é como viajar e ver a alma através dos olhos do amado, só elas sabem, como viver o amor no presente sem conjugá-lo, para um futuro irreal, ou para um passado distante. Posso afirmar com toda a certeza, posso até se preferir, colocar essas mãos calejadas no fogo e não me queimarei, pois as crianças sabem tudo, definitivamente tudo sobre o amor.
Isabella, oito anos, negra, magra. O que essa menina veio fazer nessa história, é o que tento a anos explicar para minha mente já caduca. Quem eu sou? Um velho detestável que vive sozinho. Por culpa minha, admito. Isabella me ensinou tudo o que sei sobre o amor, me mostrou que é possível cultivar flores em terras áridas.
Estava eu em um hospital, em uma cidade no interior da Europa, os médicos já não tinham esperanças para mim, estava com câncer em quase todos os meus órgãos. Não fiquei triste, parei um tempo, os últimos que me restavam para refletir verdadeiramente sobre minha vida e notei que tantas pessoas passaram por ela, era antagônico eu estar aqui sem ter sequer alguém para mandar uma carta, alguém para dizer que eu amo, ou para contar minha história, continuar com meu legado.
Andei várias vezes pelo corredor e pude deparar parentes rezando pelos pacientes queridos, agradecendo pelos milagres de suas melhoras. Era isso eu necessitava de um milagre."


[Continua amanhã.../]
segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PostHeaderIcon .::Coisas do coração::.

"Recolho os pedaços do meu coração  para lhe dar, mas ele vai machucado, ferido! E você consegue consertá-lo, deixa-o novo novamente, mas não ocorre o contrário, só consigo destruir o seu, magoá-lo.
Não quero isso, mas agora você não me deixa tentar recuperá-lo, sei que pensa assim: " Agora que o feriu quer consertar?". Me desculpe, me desculpe, sou um idiota, mas comecei a aprender como não te magoar! Não peço outra chance, pois sei que não acabei com essa, ninguém acabou. Só peço que me deixe provar que essa decepção foi uma prova, uma prova do destino! Ainda sinto o gosto do teu beijo, o calor do teu abraço e não consigo parar de pensar em você&eu! É difícil para mim, para você e para qualquer um que passasse por isso, mas é assim, entre brigas&decepções que um amor cria anticorpos! 
Teamooo..."

sábado, 30 de outubro de 2010

PostHeaderIcon .::Tudo que vai, um dia volta::.

"O sol que se escondia,
Agora num canto do céu
Para anunciar o fim do dia
Dormia no lado oeste
Mistificando casos no firmamento, 
Agora, prestes a se mostrar escuridão.
A sua ausência, 
Fez daquela noite mais longa
Infindável mártire, aquele adeus.
Anos correram, outras estações.
Quantas primaveras, eu não sei.
Deixei de contá-las, agora sozinha.
Mas num dia raro de sol, seu regresso.
O sol agora, apontava a leste.
Claro, puro, radiante como ele só.
Trazia o calor no corpo,
Trazia você no portão.
O sol agora, me fazia entender,
Que tamanha fosse a dor
Que morava dentro de mim
Ainda sim, o mundo não deixou de girar.
O sol não interrompeu sua órbita.
E eu permanecia aqui,
Estacionada no tempo,
Paralizada nas memóris.
A felicidade me pareceu,
Clandestina. (utópica?)"


[*/29.10.10]
terça-feira, 26 de outubro de 2010

PostHeaderIcon .::Emoções::.

"Moravam num coração pulsante,vários sentimentos. E ali coexistiam, como flores que habitavam um jardim. Com espírito de criança, numa manhã de Sol, se puseram a brincar. A alegria perguntou:
_Vamos brincar de esconde - esconde ?
E a curiosidade logo quis saber:
_E como se brinca disso ?
A paciência foi explicando. Logo, todos concordaram e foram se esconder. A paciência se pôs a contar até cem , para que os demais ficassem acobertados.
A alegria correu para o jardim, e ficou atrás das árvores. A dúvida ficou entre as folhagens e as pedras. Por serem amigas de longa data,a paixão e a loucura se esconderam juntas. A dor refugiou-se por entre os espinhos e a sabedoria foi estratégica: procurou por um lugar onde ninguém procuraria.
Assim que a paciência terminou de contar, os sentimentos forama aparecendo um a um: primeiro a pressa, depois a curiosidade, a paixão e a loucura juntas, porém faltava um deles.
_Onde está o amor ? Perguntou a sabedoria.
As emoções se entreolhavam. Ninguém o tinha visto.
Puseram-se todos a procurar, quando a paixão o avistou. Mas, pretenciosa , ela queria que ninguém a visse, para poder se sentir importante.Foi então que a paixão empurrou o amor, que caiu machucado. O perdão que tudo assistia, ordena:
_Paixão, peça desculpas ao amor! Você o feriu.
Mas a paixão, que cresceu junto com o orgulho, não disse nenhuma palavra de renúncia. Quando o amor se levantou, todos perceberam que ele havia machucado os olhos, e tornou-se cego.É o amor, sereno como era, perdoou a paixão, mesmo sem um pedido de perdão. A generosidade ajudou o amor a levantar-se e pediu que ele segurasse na mão da confiança.
Desde dia em diante,o amor nunca mais pode diferir entre brancos e negros, céticos e ateus, pequenos e grandes, pobres ou ricos. E a partir dái, ele acreditou cegamente na confiança, que o guiava por onde desejasse caminhar"